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Chocolate quente pode beneficiar memória de idosos

Publicado em 31/03/2014

Pesquisa americana aponta que a ingestão diária da bebida melhora o fluxo de sangue no cérebro — melhorando a memória de idosos

Um estudo publicado no periódico Neurology, da Academia Americana de Neurologia, traz boas notícias para os amantes de chocolate. De acordo com o artigo, tomar duas xícaras de chocolate quente por dia pode ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro de pessoas idosas — o que contribui para aperfeiçoar a atividade de diversas regiões do órgão, como a memória. O chocolate, porém, parece ajudar somente nos casos em que o fluxo já se mostra deficiente.

"Estamos aprendendo mais sobre o fluxo sanguíneo no cérebro e seu efeito nas habilidades de raciocínio", explicou Farnazeh A. Sorond, autora responsável pelo estudo, ao Neurology. "Algumas áreas do cérebro precisam de mais energia para desempenhar suas tarefas, implicando na necessidade de um maior fluxo de sangue. Essa relação pode cumprir um importante papel em doenças como o Alzheimer, por exemplo."

Pesquisa — Para chegar à conclusão, os pesquisadores reuniram um grupo de 60 pessoas com cerca de 70 anos de idade. Durante um mês, os voluntários tomaram diariamente duas xícaras de chocolate quente — que foi única maneira de ingestão do chocolate. Ao final do período, todos foram submetidos a testes de memória e habilidades de raciocínio, além de passarem por ultrassonografias. 

Um grupo com 18 participantes que já apresentavam fluxos sanguíneos deficientes foi o único a apresentar melhoras na memória com a ingestão do chocolate quente. Além da redução do tempo necessário para resolver um desafio de memória (de 167 para 116 segundos), houve também uma melhora de 8,3% na distribuição do sangue para o cérebro. Nos demais participantes, a experiência não surtiu efeito. 

Flavonoides — Um estudo anterior, realizado na Universidade de Áquila, na Itália, já havia descoberto os benefícios do chocolate para a memória e raciocínio de idosos com a cognição comprometida. Segundo os cientistas italianos, os efeitos deviam-se à presença de flavonoides (compostos com propriedades antioxidantes) no cacau — quanto mais amargo o chocolate, ou seja, quanto maior a sua quantidade de cacau, mais flavonoides ele tem. 

No estudo comandado pelos americanos, a presença dos flavonoides também foi testada: metade do grupo recebeu doses de chocolate quente rico em flavonoides (609 miligramas), enquanto a outra metade, uma versão pobre em relação ao composto (13 miligramas). De acordo com os pesquisadores, a concentração de flavonoides não teve relevância nos resultados finais do estudo.

Postado em: 31/03/2014
 
 
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