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Cientistas avançam na compreensão do papel da insulina no Alzheimer

Publicado em 05/12/2013
Insulina e liraglutida foram usadas em roedores e macacos.

Isso se dá porque a insulina, além de regular a quantidade de glicose no sangue, é um hormônio importante para a memória, capaz de proteger os neurônios contra as toxinas que se acumulam no cérebro durante a doença de Alzheimer, segundo a pesquisadora. Essas toxinas atacam as sinapses, ou seja, as conexões entre um neurônio e outro, o que leva à perda de memória.

O estudo, liderado pela UFRJ, também teve colaborações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de instituições dos Estados Unidos e do Canadá, onde foram feitos os testes com macacos.

Atualmente, testes para avaliar a eficácia da insulina e da liraglutida em pacientes com Alzheimer estão sendo feitos nos Estados Unidos e no Reino Unido, respectivamente. “O tratamento nesse grupo não é igual ao do diabetes. Queremos que ele atue apenas no cérebro, por isso a forma de administração é intranasal, como um spray”, diz Fernanda.

Ela alerta que os medicamentos para diabetes não devem ser administrados para o tratamento de pacientes com Alzheimer, já que a estratégia ainda tem de passar por muitos testes antes de ser validada.

 

Postado em: 05/12/2013
 
 
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